NotíciasBrasil“Golpe do Falso Gerente” avança no Brasil e expõe fragilidade na segurança bancária

“Golpe do Falso Gerente” avança no Brasil e expõe fragilidade na segurança bancária

Criminosos usam dados internos, engenharia social e páginas falsas para invadir contas e causar prejuízos financeiros

| Autor: Redação - Varela Net
“Golpe do Falso Gerente” avança no Brasil e expõe fragilidade na segurança bancária

Foto: Botafogo Tv / Freepik

Uma nova onda de fraudes financeiras vem preocupando clientes de bancos em todo o país. Conhecido como “Golpe do Falso Gerente”, o esquema utiliza informações detalhadas das vítimas para ganhar confiança, acessar contas bancárias e realizar transferências, empréstimos e outras operações financeiras em poucos minutos.

O caso voltou a ganhar repercussão após o empresário Lênin Franco, ex-diretor do Esporte Clube Bahia, relatar ao UOL um prejuízo de R$ 87 mil após cair na fraude.

Segundo o empresário, o golpe “devastou” sua vida financeira.

Como o golpe funciona

O esquema normalmente começa por meio de uma ligação telefônica ou mensagem de WhatsApp. O criminoso se apresenta como gerente ou funcionário do banco e demonstra possuir informações específicas da vítima.

Entre os dados utilizados pelos golpistas estão:

Nome completo
Agência bancária
Informações empresariais
CNPJ
Nome do gerente verdadeiro

No caso de Lênin Franco, os criminosos sabiam até que a gerente oficial da conta estava de férias.

“A minha gerente oficial estava, de fato, de férias. O bandido me avisou isso para justificar por que ele estava assumindo. Como ele sabia disso?”, questionou o empresário.

A estratégia usada pelos criminosos

Após conquistar a confiança da vítima, o falso gerente cria um cenário de urgência envolvendo supostos problemas de segurança na conta.

Entre os argumentos mais usados estão:

Tentativa de invasão
Atualização emergencial
Suspeita de fraude
Necessidade de validação de segurança

Na sequência, os criminosos enviam um link praticamente idêntico ao site oficial do banco.

A vítima acessa acreditando estar em um ambiente legítimo da instituição financeira.

Como os criminosos conseguem acesso à conta

Segundo o relato do empresário, o site falso provocou um erro de senha. Depois disso, o golpista pediu a confirmação de códigos e chaves de segurança diretamente no aplicativo oficial do banco.

É justamente nesse momento que os criminosos conseguem autenticar o acesso à conta da vítima.

Com o controle liberado, eles conseguem:

Fazer transferências via Pix
Contratar empréstimos
Utilizar cheque especial
Resgatar aplicações financeiras

No caso de Lênin Franco, o prejuízo inicial de R$ 63 mil aumentou para R$ 87 mil devido aos juros e encargos.

Como identificar o golpe

Especialistas em segurança digital alertam para sinais comuns desse tipo de fraude:

Contatos inesperados por WhatsApp
Pedidos de token ou códigos de segurança
Envio de links externos
Pressão psicológica para ações rápidas

A recomendação é utilizar apenas os canais oficiais dos bancos, especialmente o chat interno dos aplicativos.

Instituições financeiras também reforçam que não solicitam:

Senhas
Tokens
Compartilhamento de códigos
Acesso remoto
O que diz o banco

Em nota enviada ao UOL, o Bradesco afirmou que não comenta casos específicos devido ao sigilo bancário.

O banco reconheceu o aumento das fraudes financeiras e informou que mantém campanhas de orientação e prevenção aos clientes.

A instituição também negou solicitar senhas, tokens ou acessos remotos por telefone.
 

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