Flávio Bolsonaro nega perseguição a gays e garante: “Isso aí ninguém mexe”
Senador negou que pretende retirar direitos da comunidade LGBT e garantiu que manterá união estável e herança em eventual governo

Foto: Redes Sociais
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não pretende perseguir a população LGBT nem retirar direitos da comunidade caso seja eleito. A declaração foi dada em entrevista ao influenciador Rico Melquiades, publicada nas redes sociais nesta segunda-feira (19).
Durante a conversa, Rico questionou diretamente o candidato sobre o que poderia acontecer com a comunidade LGBT em um eventual governo do PL. “Quando você assumir a Presidência, você vai caçar os gays? Vai perseguir?”, perguntou o influenciador.
Flávio negou a possibilidade e afirmou que pretende respeitar a população. “Como assim eu vou perseguir gay? De onde surgiu isso? Eu fico até com dificuldade de entender. E é lógico que não existe isso. Eu tô preocupado em levar prosperidade pra todo mundo, respeitar todo mundo”, respondeu.
O influenciador também perguntou se as pessoas poderiam continuar vivendo sua sexualidade livremente durante um eventual mandato do senador. Em tom descontraído, Rico usou uma expressão popular para se referir ao sexo anal e questionou se essa liberdade seria mantida. “Pode dar à vontade”, respondeu Flávio.
Na sequência, o candidato afirmou que a função do presidente é garantir a segurança da população, sem interferir na vida privada dos cidadãos. Ele também defendeu a redução de impostos e a recuperação do poder de compra dos brasileiros.
Ao ser questionado sobre direitos como união estável, divisão de patrimônio e herança entre pessoas do mesmo sexo, Flávio garantiu que não pretende promover mudanças nessas garantias. “Isso aí ninguém mexe. Ninguém mexe”, afirmou.
No Brasil, o Supremo Tribunal Federal reconheceu em 2011 a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça determinou que os cartórios não poderiam recusar a celebração de casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo.
Rico publicou o vídeo ao lado do senador e o apresentou como seu candidato à Presidência. A entrevista ocorre durante a campanha do segundo turno, marcado para domingo (25), em uma disputa na qual os direitos da população LGBT também aparecem no debate político.
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