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Estudantes da UFPE desmentem narrativa de atentado após incêndio em prédio da universidade

Relatos apontam que fogo teria começado em um ar-condicionado antigo, enquanto Polícia Federal investiga as causas do incêndio

| Autor: Redação - Varela Net
Estudantes da UFPE desmentem narrativa de atentado após incêndio em prédio da universidade

Foto: Redes Sociais

Estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) contestaram nas redes sociais a narrativa de que o incêndio que atingiu um prédio da instituição, na noite desta quarta-feira (7), teria sido um atentado político. Segundo relatos de alunos e do Diretório Central dos Estudantes (DCE), o fogo teria começado após um ar-condicionado antigo apresentar problemas e pegar fogo. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pela perícia.

O incêndio atingiu o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), localizado na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife. O local abrigava laboratórios de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. Não houve registro de vítimas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, cinco viaturas foram inicialmente enviadas para combater as chamas. O fogo se espalhou rapidamente e o trabalho de rescaldo avançou durante a madrugada. A UFPE informou que os produtos armazenados nos laboratórios contribuíram para a rápida propagação das chamas.

Após o incêndio, começaram a circular nas redes sociais acusações de que o fogo teria sido provocado por razões políticas. A suspeita ganhou força devido a relatos de supostas ameaças feitas a estudantes horas antes do incêndio e à proximidade com uma manifestação realizada na universidade. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que as ameaças tenham relação com o fogo ou de que o incêndio tenha sido criminoso.

Em meio à repercussão, estudantes da própria UFPE passaram a contestar a versão de atentado e relataram que o incêndio teria começado em um aparelho de ar-condicionado antigo. O DCE também divulgou que, segundo relatos preliminares, um problema no equipamento poderia ter dado início às chamas.

A Polícia Federal enviou peritos ao local e informou que vai instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias e as causas prováveis do incêndio. A universidade também aguarda o resultado da perícia antes de confirmar qualquer hipótese sobre a origem do fogo.

Este foi o terceiro incêndio registrado na UFPE em pouco mais de uma semana. Em 30 de setembro, um laboratório do Departamento de Física foi atingido pelas chamas. No domingo (4), outro incêndio ocorreu no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Também não houve vítimas nos dois casos.

O incêndio desta quarta-feira provocou grandes perdas para a comunidade acadêmica. O prédio armazenava equipamentos, amostras e dados de pesquisas científicas, com prejuízos estimados pela universidade em cerca de R$ 100 milhões. Entre 80 e 100 estudantes teriam perdido trabalhos de pesquisa, alguns desenvolvidos durante meses ou anos.
 

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