Corretora morta havia denunciado ameaças em e-mail: “Tenho medo pela minha vida”
No documento, Daiane descreve ofensas atribuídas a Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico Cleber Rosa de Oliveira

Foto: Reprodução
A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, encontrada morta em Caldas Novas, no sul de Goiás, havia relatado às autoridades que temia por sua segurança. Antes de desaparecer, ela enviou um e-mail ao 2º Juizado Especial Cível e Criminal de Caldas Novas, no qual afirmava ter “medo pela própria vida”. No documento, Daiane descreve ofensas atribuídas a Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico Cleber Rosa de Oliveira. Ambos são investigados pela morte da corretora.
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025. Segundo informações, ela foi vista pela última vez no prédio onde morava com a família, localizado no centro da cidade. Na ocasião, a corretora teria ido até o subsolo do edifício para tentar restabelecer a energia elétrica, já que o apartamento estava sem luz.
Um documento ao qual o portal g1 teve acesso revela que Daiane encaminhou um e-mail a endereços institucionais do juizado. Na mensagem, ela relata que Maicon, com o apoio do pai, teria causado danos materiais e morais, além de afirmar que vinha sendo alvo de ataques de cunho misógino.
No texto enviado à Justiça, a corretora fez um pedido formal de proteção. “Por isso, na medida cautelar, peço o pedido de afastamento e divulgação de qualquer forma do meu nome. Tenho medo e receio de minha própria vida”, escreveu.
De acordo com o e-mail, Maicon também atuava como corretor de imóveis, e o conflito teria começado porque ele queria ser o único responsável pelas locações no prédio, o que motivaria as ofensas contra Daiane.
O documento ainda aponta que Maicon Douglas teria entrado em contato com a vítima por meio do Instagram, enviando mensagens ofensivas, com termos humilhantes e depreciativos. As abordagens teriam causado forte impacto emocional em Daiane. Segundo o relato, o comportamento foi marcado por ataques diretos, violência psicológica e misoginia.
As mensagens também continham comentários preconceituosos. “As mensagens continham insinuações sobre a situação financeira da reclamante, além de comentários preconceituosos sobre sua idade, caracterizando um claro caso de etarismo, se referindo à reclamante de forma desrespeitosa, chegando ao ponto de chamá-la de ‘feto inútil’”, diz um trecho do documento.
Ainda conforme o material, foi solicitado à Justiça o deferimento de tutela provisória de urgência, considerando o desgaste emocional sofrido pela corretora, além de possíveis crimes contra a honra e a dignidade. O pedido também incluía indenização por danos morais.
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