Campanha de Lula registra canal do WhatsApp "Exército do Lula" no TSE após impasse judicial
Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal possui mais de 4 milhões de inscritos

Foto: Ricardo Stuckert
A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta terça-feira (13) o registro do canal de WhatsApp conhecido como "Exército do Lula" no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A anotação foi formalizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, depois de uma série de impasses e embates jurídicos envolvendo ordens de ministros do tribunal.
O canal de mensagens provocou discussões no cenário político do segundo turno e se tornou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, havia questionado a utilização da ferramenta, argumentando a propagação de conteúdos de desinformação.
A disputa judicial se intensificou após diferentes decisões na cúpula da Justiça Eleitoral, resultando em uma determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que exigiu a regularização formal da ferramenta e ordenou a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.
Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal possui mais de 4 milhões de inscritos.
Com o cumprimento da exigência e a anotação oficial do endereço eletrônico no sistema da Justiça Eleitoral, a campanha de Lula passa a assumir de maneira formal a responsabilidade pelas postagens e fluxos de comunicação veiculados na plataforma de mensagens.
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