Abril Azul: entenda mais sobre o Espectro Autista
Espectro autista tem dia especial de conscientização em 2 de abril

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O mês de abril, além de ser conhecido como o "Mês da Mentira", também é um período dedicado à conscientização sobre o autismo. Esse momento é fundamental para envolver a comunidade, trazer visibilidade ao tema e, acima de tudo, ensinar a sociedade a ser mais consciente, menos preconceituosa e mais inclusiva em relação ao autismo.
O AUTISMO É UMA DOENÇA?:
Muitas pessoas, por falta de informação, acreditam que o autismo é uma doença, mas na verdade não é. O transtorno do espectro autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, resulta de uma alteração no cérebro, em que as conexões entre os neurônios ocorrem de maneira diferente.
O espectro autista abrange uma variedade de características e diferentes níveis, que vão desde os mais sutis até os mais perceptíveis. Por isso, é fundamental estar atento aos sinais, pois quanto mais cedo o espectro for identificado, mais eficaz será o trabalho nas dificuldades, aumentando as chances de a pessoa desenvolver autonomia.
COMO IDENTIFICAR O AUTISMO?:
O autismo não é algo simples, pois envolve condições atípicas de neurodesenvolvimento que podem se manifestar de maneiras variadas.
Um dos sinais do espectro é a dificuldade no desenvolvimento das habilidades sociais e de comunicação, além de padrões de comportamentos repetitivos que se distinguem dos de outras pessoas.
Além disso, indivíduos no espectro podem apresentar desafios ao interagir com pessoas que não têm o autismo, muitas vezes falando excessivamente sobre si e tendo dificuldades em ouvir os outros. Também podem apresentar repetição de movimentos e variações na sensibilidade a estímulos sensoriais, podendo ser muito ou pouco sensíveis a certos estímulos.
NÍVEIS DO AUTISMO:
O autismo é dividido em três níveis: nível 1, considerado leve; nível 2, moderado; e nível 3, severo. Esses níveis são definidos com base na necessidade de apoio do indivíduo, na intensidade das características do espectro e no grau de autonomia da pessoa.
O nível 1, que é o mais leve, tem como principais características as dificuldades sociais notáveis. Indivíduos nesse nível podem ser socialmente desajeitados ao iniciar ou manter conversas, exibindo comportamentos repetitivos e demonstrando interesses restritos.
O nível 2 apresenta características semelhantes às do nível 1, mas de forma mais aguda. Nesse nível, há uma necessidade moderada de apoio, com um déficit significativo na comunicação verbal e não verbal.
Por fim, o nível 3 é considerado o mais grave, exigindo um apoio substancial. Indivíduos nesse nível enfrentam dificuldades significativas com comportamentos repetitivos, dependem de muito apoio para se comunicar e têm grande dificuldade em se adaptar a mudanças.