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Raimundo Varela, 78 anos: homenagem a um ícone baiano da TV

Figura central da comunicação baiana durante décadas, Varela construiu uma trajetória marcada pela linguagem direta e pela cobrança

| Autor: Ramilton Silva
Raimundo Varela, 78 anos: homenagem a um ícone baiano da TV

Foto: Record/Divulgação

Neste domingo (30), data em que Raimundo Varela completaria 78 anos, a Bahia volta a destacar a importância do comunicador que ajudou a transformar o jornalismo popular no estado. O aniversário reacende a lembrança do apresentador que se tornou referência ao criar um formato inovador de prestação de serviços na TV, aproximando a população do noticiário diário.

Figura central da comunicação baiana durante décadas, Varela construiu uma trajetória marcada pela linguagem direta, pela cobrança às autoridades e pela capacidade de dialogar com diferentes públicos. Da infância simples em Periperi ao sucesso na televisão e no rádio, sua carreira consolidou um modelo que serviria de base para o formato que mais tarde daria origem ao Balanço Geral.

1947 – Origem e primeiras experiências

Raimundo Varela nasceu em 30 de novembro de 1947, em Itabuna, filho de professores. Ainda na infância, mudou-se para Salvador, onde cresceu no bairro de Periperi. As memórias da vida na periferia e o contato direto com a realidade dos trabalhadores influenciaram o estilo direto e popular que adotaria mais tarde na televisão.

Anos 1960 e 1970 – Trabalhos antes da comunicação

Antes da estreia na mídia, Varela passou por diferentes profissões. Trabalhou em fábrica de cimento, dirigiu táxi, jogou futebol e foi dirigente de um clube social. Esse conjunto de vivências o aproximou do cotidiano de quem enfrentava problemas reais, elemento que se tornaria marca do seu discurso e do modo como conduzia entrevistas e denúncias.

Anos 1970 e 1980 – Entrada na TV e no rádio

A primeira oportunidade na comunicação surgiu na TV Itapoan, onde participou de programas de calouros como jurado. Logo depois, migrou para programas esportivos da emissora, conquistando espaço como comentarista e apresentador. A relação com o público se fortaleceu na Rádio Sociedade, onde passou a lidar com pautas comunitárias e demandas diárias da população.

Década de 1980 – A criação do formato que daria origem ao Balanço Geral

Foi nos anos 1980 que Varela idealizou o programa que redefiniria o jornalismo popular na Bahia. Misturando notícias locais, denúncias, prestação de serviços e participação direta da comunidade, o formato ganhou força e se tornou referência. O gesto de bater na bancada para chamar atenção virou símbolo do apresentador e ajudou a construir sua marca pessoal.

1990 – Nova fase na TV Bandeirantes Bahia

Em 1990, Varela deixou a TV Itapoan e iniciou uma fase na Band Bahia, onde apresentou programas como Jogo Aberto. Mesmo em uma nova emissora, manteve a característica de falar diretamente com o público e cobrar respostas de autoridades, reforçando sua presença no jornalismo local.

Retorno à Record e consolidação

Com a compra da TV Itapoan pela Record, Varela retornou à emissora e reassumiu o Balanço Geral. O programa atingiu novos patamares de audiência e se consolidou como uma das atrações mais populares da televisão baiana. O estilo criado por ele se espalhou por outras praças do país, tornando-se um dos formatos mais conhecidos da Record.

2006, Procedimento médico de grande repercussão

Em 2006, Varela passou por um transplante de fígado e rim, fato amplamente acompanhado pela imprensa e pelo público. A repercussão estimulou discussões sobre doação de órgãos no estado, tema que ganhou força após o caso. A recuperação e o retorno às atividades foram acompanhados com grande interesse da audiência.

Anos seguintes, Participações, influência e legado

Mesmo reduzindo a rotina de trabalho com o passar dos anos, Varela seguiu participando de programas, gravando quadros e mantendo presença na TV e no rádio. Sua criação o formato que se tornou o Balanço Geral — se manteve como uma das maiores audiências da Record e inspirou apresentadores em diversas regiões do país.

Seu legado permanece no modo como o jornalismo popular passou a abrir espaço para denúncias do cotidiano, dar voz a moradores de bairros periféricos e cobrar respostas diretas de autoridades. Varela se tornou referência para quem vê a comunicação como ferramenta de serviço público.

Um nome que segue presente

No dia em que completaria 78 anos, Raimundo Varela segue lembrado como um dos maiores nomes da comunicação baiana. Sua trajetória, marcada por inovação, carisma e proximidade com o público, permanece viva na televisão, no rádio e na memória de quem acompanhou seu trabalho ao longo de décadas.

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