Gabriella Augusto desabafa após denunciar Cartolouco: “Achei que ia morrer”
Jornalista publicou um vídeo nas redes sociais após participar de reportagem do Fantástico e revelou detalhes do relacionamento abusivo que viveu com o influenciador Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco

Foto: Reprodução/@gabiaugusto
A jornalista Gabriella Augusto voltou a falar sobre as agressões que afirma ter sofrido durante o relacionamento com o influenciador Lucas Strabko, o Cartolouco. Em um vídeo de cerca de 19 minutos publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (13), ela detalhou episódios de violência física e psicológica, explicou por que permaneceu no relacionamento por tanto tempo e afirmou que decidiu tornar a história pública para incentivar outras mulheres a denunciarem casos semelhantes.
Logo no início do relato, Gabriella afirmou que expor o caso foi uma decisão difícil, mas necessária. Segundo ela, o objetivo é transformar a própria dor em um alerta para outras vítimas de violência doméstica.
“Se eu puder ajudar 1% das mulheres que me seguem aqui, já estou feliz. Já valeu a pena.”
A jornalista contou que só conseguiu compreender que vivia um relacionamento abusivo depois que conseguiu sair dele. Ela explicou que, durante esse tipo de relação, a vítima acaba acreditando nas manipulações do agressor e perde a capacidade de enxergar a situação com clareza.
“Quando a gente está num relacionamento desse, a gente não tem noção que está vivendo um relacionamento desse. A gente está completamente cega.”
Gabriella também respondeu a um dos questionamentos que mais recebeu desde a exibição da reportagem no Fantástico: por que não deixou o relacionamento logo na primeira agressão.
“Não sei por que eu não saí no primeiro chute, no primeiro empurrão de cabelo, na primeira vez que ele quebrou meu apartamento. Eu queria ter saído, mas não consegui.”
Durante o vídeo, ela relembrou um episódio em que voltou do trabalho e encontrou o apartamento completamente destruído após uma discussão. Segundo a jornalista, aproveitou uma viagem de Cartolouco para retirar todos os seus pertences e deixar o imóvel. Apesar disso, ela afirmou que acabou retomando o relacionamento algum tempo depois.
“Eu me culpei muito por ter voltado. Me culpei muito por ter acreditado.”
Outro dos momentos mais fortes do relato é quando Gabriella descreve uma agressão física que, segundo ela, a fez acreditar que morreria.
“Ele me puxou pelo cabelo, me jogou no chão e começou a me chutar muito. Em um momento eu pensei: ‘Eu vou morrer’.”
Ela afirma que, após as agressões, ligava para os pais do influenciador em busca de ajuda e que, no dia seguinte a um desses episódios, Cartolouco apareceu nas redes sociais dizendo ter machucado o pé jogando futebol.
“Você está no hospital porque machucou o pé de tanto me chutar.”
A jornalista contou ainda que começou a entender a dimensão da situação quando teve acesso a conversas entre o influenciador e uma ex-companheira. Segundo ela, percebeu que os comportamentos, as agressões e até as manipulações eram praticamente idênticos aos que havia vivido.
Gabriella também revelou que demorou para procurar a polícia por medo de represálias e por vergonha de contar o que estava acontecendo à própria família. Ela afirmou que precisou do apoio de amigos para registrar a ocorrência e solicitar uma medida protetiva.
“Eu tinha muito medo de morrer. Esse sempre foi o meu maior medo.”
Segundo a jornalista, o processo de recuperação foi longo. Ela contou que pediu demissão do trabalho, passou meses em depressão, voltou a morar com a mãe e precisou recorrer à terapia para reconstruir a própria vida.
No vídeo, Gabriella afirma que hoje não pode mais responsabilizar criminalmente o ex-companheiro porque o caso prescreveu. Por esse motivo, decidiu levar sua história ao Fantástico, enviando provas e documentos que possuía para a produção da reportagem.
“O que eu não posso ajudar na Justiça, eu resolvi ajudar expondo.”
Ao encerrar o desabafo, a jornalista afirmou que espera colocar um ponto final na história e deixou uma mensagem para mulheres que enfrentam situações semelhantes.
“Que as mulheres não tenham vergonha de falar sobre isso. Que elas saibam que não estão sozinhas.”
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